segunda-feira, 7 de maio de 2012

Abuso Sexual


É fato que falar de abuso sexual não é assunto fácil. Muito menos passar por isso. A verdade é que mais de 9 milhões de crianças e adolescentes já sofreram abuso sexual no Brasil. Está achando muito?  Esses números nem são tão reais assim, pois muitas pessoas só revelam o abuso quando adultos. Grande parte das vítimas sofre calada por toda a vida, sem admitir até pra elas mesmas a realidade a que foram expostas. Isso acontece porque muitas pessoas não sabem identificar o abuso ou até mesmo sentem medo e vergonha de falar. Portanto, mais do que nunca, esse assunto precisa ser tratado, denunciado!

Denuncie!
 “Não conte pra ninguém o nosso segredo”. “Se você contar pra sua mãe ela não vai acreditar em você”.  Essas são algumas das mentiras comuns em situações de abuso sexual. Mas a verdade é que abuso sexual é crime! Basta conferir a Constituição Federal (Artigo 227), o Código Penal (Artigos 136, 213-216, 218 e 224) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n.º 8.069, de 13/07/1990)! Não tenha medo! Denunciar é a melhor maneira de combater o abuso. Saiba como:
- Disque 100 (Disque-Denúncia Violência Sexual contra a Criança e o Adolescente): Telefone nacional para receber denúncias de abuso e exploração sexual infantil. A ligação é gratuita e pode ser feita de qualquer telefone – fixo ou celular – de qualquer lugar do país;
- Conselho tutelar: Órgão de garantia de direitos da criança e do adolescente;
- Delegacias;
- GPCA (Gerência de Proteção à Criança e a Adolescente);
- CEDCA (Conselho Estadual de Apoio à Criança e do Adolescente);
- Ministério Público;
- CREAS (Centro de Referência Especializado em Assistência Social);
- Rede de Saúde (hospitais e casas de saúde);
- Rede de Educação (escolas)

sábado, 17 de março de 2012

Relatório Operação do GAV no Carnaval de Olinda 2012

Desenvolver uma ação de evangelismo no carnaval de Olinda, uma das cidades mais tradicionalmente conhecidas por seu carnaval, sempre foi o desejo do Grupo de Apoio à Vida (GAV). O próprio GAV teve sua origem em 2007, proveniente desse sonho. A partir disso, em março de 2011, estivemos em Olinda para observar a festa e assim planejarmos uma ação evangelística de impacto. Foi uma experiência fundamental para amadurecermos esse trabalho. Após pesquisarmos, debatermos o fenômeno “carnaval” e buscarmos a orientação de Deus, formamos a estratégia para levar o evangelho de Jesus aos foliões.

A PREPARAÇÃO
Após nossa ida ao carnaval nos reunimos para tomar algumas decisões e planejar aspectos práticos do impacto evangelístico. Formamos criteriosamente nossa equipe, pessoas já comprometidas com o ministério, que tinham uma vida cristã amadurecida e reconhecida pela liderança. Planejamos os gastos e iniciamos contatos com possíveis mantenedores, enviando nosso projeto para empresários, igreja e contatos pessoais. Com isso começamos a procurar uma casa que se encaixasse naquilo que planejávamos.
Então, em Novembro de 2011 demos o importante passo de fecharmos o aluguel da casa, localizada na rua 15 de Novembro, estratégica para o trabalho que desenvolveríamos, pois é um dos principais corredores de passagem para os blocos carnavalescos, além de ser a entrada e saída de foliões mais movimentada. Alugada por R$ 5.000,00, a casa nos serviu de base durante os cinco dias que passamos lá, pois entendemos que passar todos os dias no local do trabalho seria importante para o contato mais próximo com as pessoas e uma estrutura mais sólida para nossa ação.
Duas semanas antes de irmos para nossa missão, a Comunidade Pedras Vivas, igreja da qual fazemos parte e que nos enviou, se dedicou à oração e ao jejum conosco. A equipe do GAV reuniu-se para um breve treinamento de procedimentos durante o impacto e fortalecimento da visão ministerial acerca do carnaval. Ao final desse processo de preparação, nossa equipe estava fortalecida, unida em uma só visão e ansiosa para partir para a ação!

A MISSÃO
Como estratégia para chamarmos atenção em meio às cores e fantasias, colocamos uma faixa na frente da casa que oferecia às pessoas “Consulta Espiritual Grátis”. Durante os quatro dias de carnaval, identificados pela camisa do GAV, nos posicionávamos na rua, em frente à casa, cumprimentando os foliões com simpatia, conhecendo as pessoas e oferecendo ajuda. Em horários estratégicos, distribuímos 960 copos de água mineral, 300 laranjas e cerca de 4.000 panfletos que esclareciam nosso trabalho e continham nossos contatos. Tudo isso atraiu centenas de pessoas que vinham até nós. Através da assistência que oferecemos foram grandes as oportunidades de falar do amor de Jesus, tivemos até momentos de oração no meio da folia. Os foliões por vezes não acreditavam que, como igreja, estávamos ali prestando esse serviço, alguns passavam rindo, outros vinham nos perguntar se era algo sério e com isso surgiam ótimas oportunidades de nos aproximarmos. O simples ato de cumprimentarmos as pessoas pela manhã as trazia de volta no final da tarde nos procurando para agradecer e para conversar um pouco. Demos e recebemos abraços, cosolamos pessoas angustiadas, aconselhamos dezenas de jovens, oramos pelas pessoas, ouvimos diferentes histórias, distribuímos água, laranja e panfletos, tudo com o intuito de fazer Cristo conhecido, num local aparentemente sem condições de receber um impacto evangelístico nessa forma, mas que pela experiência pudemos ver carência de amor, necessidade de verdadeiros relacionamentos e uma grande sensibilidade para escutar o evangelho.
Percebemos que o carnaval não é um ambiente inóspito para a igreja, mas é um momento precioso em nossa cultura para levar o evangelho integral.

                Terminamos esse relatório agradecendo a Comunidade Pedras Vivas, ao Pr. Sérvulo Silva e a todos os seus membros que desde o início desse sonho nos apoiaram, orientaram, e enriqueceram esse projeto. Pessoas que estiveram todo tempo junto conosco, orando, jejuando e contribuindo financeiramente em cada passo que dávamos. Existem muitos outros que nos abençoaram direta e indiretamente. Não fomos sós, fomos como uma igreja! 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Solução, não paliativos!


Hoje, 1º de dezembro, é marcado como o dia Mundial da Luta Contra a AIDS. Governo, ONGs, instituições religiosas e grandes multidões de pessoas se manifestaram por todo o país. Mas, diante de toda essa movimentação uma pergunta pode perturbar a mente de quem reflete um pouco mais sobre esse dia: Será que a luta contra a AIDS está no foco correto?

Os números mostrados pelo Boletim Epidemiológico AIDS/DST 2011, divulgado dia 28 de novembro pelo Ministério da Saúde (MS) alertam que a luta não tem sido vitoriosa. E para a surpresa dos pernambucanos, o estado tem a maior incidência de casos de AIDS do Nordeste, e está em 12º no ranking nacional. Em dez anos houve um aumento na incidência de 77%. Em 2010 foram registrados 1.500 novos casos e 34 óbitos causados pela doença. É importante destacar que esses números não são nacionais, mas referem-se ao nosso estado.

Os números espantam ainda mais quando a pesquisa é feita entre jovens gays. Em nível nacional, a AIDS avançou 60% em dez anos entre homossexuais de 15 a 24 anos, a contaminação com HIV nessa faixa etária corresponde a 26,9% de todos os casos no país, mostrando um impactante crescimento em relação ao ano de 2000 que registrava 19,8%. O MS tem focado suas campanhas contra a AIDS nesses jovens que são 13 vezes mais expostos a contaminação do vírus da AIDS. Mas, o questionamento a respeito da eficácia dessas campanhas feita no inicio, retorna com mais força ainda.

Se analisarmos as campanhas do governo, perceberemos que todas trabalham num âmbito superficial, oferecendo apenas paliativos – o que não significa que devam ser excluídos, pois são importantes no contexto em que vivemos.  Mas, se de fato queremos erradicar uma doença que mata em média 11 mil pessoas por ano no Brasil, não podemos nos contentar com alguns milhões de camisinhas e outras centenas de outdoors distribuídos pelas cidades. Se entre os jovens essa doença têm crescido, se entre homossexuais o perigo de contaminação aumenta e as vidas não param de escoar para a morte, o que falta é uma verdadeira instrução, conversas que levem a conscientização de soluções relevantes para a epidemia da AIDS, como o casamento, a fidelidade e outros valores fundamentais para a vida do ser humano.