Hoje, 1º de dezembro, é marcado como o dia Mundial da Luta Contra a AIDS. Governo, ONGs, instituições religiosas e grandes multidões de pessoas se manifestaram por todo o país. Mas, diante de toda essa movimentação uma pergunta pode perturbar a mente de quem reflete um pouco mais sobre esse dia: Será que a luta contra a AIDS está no foco correto?
Os números mostrados pelo Boletim Epidemiológico AIDS/DST 2011, divulgado dia 28 de novembro pelo Ministério da Saúde (MS) alertam que a luta não tem sido vitoriosa. E para a surpresa dos pernambucanos, o estado tem a maior incidência de casos de AIDS do Nordeste, e está em 12º no ranking nacional. Em dez anos houve um aumento na incidência de 77%. Em 2010 foram registrados 1.500 novos casos e 34 óbitos causados pela doença. É importante destacar que esses números não são nacionais, mas referem-se ao nosso estado.
Os números espantam ainda mais quando a pesquisa é feita entre jovens gays. Em nível nacional, a AIDS avançou 60% em dez anos entre homossexuais de 15 a 24 anos, a contaminação com HIV nessa faixa etária corresponde a 26,9% de todos os casos no país, mostrando um impactante crescimento em relação ao ano de 2000 que registrava 19,8%. O MS tem focado suas campanhas contra a AIDS nesses jovens que são 13 vezes mais expostos a contaminação do vírus da AIDS. Mas, o questionamento a respeito da eficácia dessas campanhas feita no inicio, retorna com mais força ainda.
Se analisarmos as campanhas do governo, perceberemos que todas trabalham num âmbito superficial, oferecendo apenas paliativos – o que não significa que devam ser excluídos, pois são importantes no contexto em que vivemos. Mas, se de fato queremos erradicar uma doença que mata em média 11 mil pessoas por ano no Brasil, não podemos nos contentar com alguns milhões de camisinhas e outras centenas de outdoors distribuídos pelas cidades. Se entre os jovens essa doença têm crescido, se entre homossexuais o perigo de contaminação aumenta e as vidas não param de escoar para a morte, o que falta é uma verdadeira instrução, conversas que levem a conscientização de soluções relevantes para a epidemia da AIDS, como o casamento, a fidelidade e outros valores fundamentais para a vida do ser humano.
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